Recebei, ó Pae Santissimo, tambem os louvores, e graças, que minha Mãe, e Senhora, a Virgem Purissima vos deo, quando este Senhor se sacramentou, e quando ella o recebeo em suas entranhas purissimas.

IV.

Bemdigão-vos, Deus meu, nesta hora comigo, pelo que obrastes, todos os Angelicos Espiritos, que no Throno de vossa Magestade vos assistem, tremendo em vossa presença, cantando continuamente:

Sanctus, Sanctus, Sanctus

.

V.

Louvem-vos, Sacramentado Senhor, nesta hora comigo, e sempre engrandeção esta admiravel obra, este maravilhoso invento, esta prodigiosa dadiva, e este incomprehensivel favor, todos os Cortezãos do Ceo; alegrem-se em seus magestosos lugares; alternem suavissimos Canticos; lancem em vossa presença suas coroas, e victoriosas insignias; dêem-vos milhares, e milhares de adorações, e graças; porque estreitando-vos a uns limitados accidentes, vos déstes por sustento a nossas almas.

Vinde, vinde, todas as almas amantes deste Senhor, e choremos na sua presença com lagrimas de sangue da mais penetrante dor a ingratidão, com que é correspondido seu excessivo amor, as irreverencias, com que é tratado, e a frouxidão, com que é assistido.

Ó maravilhoso sacramento, eu vos adoro, eu vos bemdigo, louvo e engrandeço. Vós sois o Pão do Ceo, sustento dos Anjos, manjar da vida! Vós sois o esforço da nossa fraqueza, companhia da nossa peregrinação, alegria do nosso desterro.

Como pois, conhecendo vós minha indignidade, me não excluistes deste favor? Como me chamais para vos receber neste soberano convite? Aqui venho Senhor, aqui estou, aqui chego a buscar em vós arrependimento, graça, conhecimento, e mais e mais amor.