VERSO.

PORTO:
NA TYP. DE MANOEL JOSÉ PEREIRA,
4, Rua de Santa Thereza, 6.
1866.

{3}

QUESTÃO DE PALHEIRO

COIMBRÕES E LISBOETAS

Dai passagem, romanos, ao proscripto,
Que vem vêr se na praça ha peixe frito!
FABIA.

[I.]

Ahi p'ra as bandas de baixo
que barulho, que rumor!
É o vinho do Cartaxo,
ou é do Aleixo o licor?
A questão anda ateada,
por um tris não ha pancada,
e nem um cabo sequer!
Nem cabos, nem regedor,
nem alma viva na rua,
nem um cão ladrando á lua,
p'ra despertar a patrulha,
que resona agasalhada
nos capotes d'oleado,
ás soleiras encostada
sem se importar com a bulha,
que me vai na visinhança.
Estaremos na Bairrada?!

Que agentes de seguranca!...{4}
Mas falla-se em litt'ratura;
litt'ratura d'espartilho
e litt'ratura nevoenta...?
Adivinhei a final!
Não é por vinho o barulho,
vem a ser outro o sarilho:
é a gente do Quental
com a gente do Castilho!

Ora o leitor quer saber
d'onde é que nasce a questão?
Vou fallar-lhe sem paixão;
attenda e confie em mim,
que não sou parte suspeita;
a historia, co'a maleita,
lá vai tim-tim por tim-tim.

[II.]