as ancoras Com a nautica grita costumada,
(Lus. II, 18.)
e largavam
A véla, que com grita se soltava.
(Lus. IX, 11.)
E em outro logar ainda diz-nos que
A celeuma medonha se alevanta No rudo marinheiro que trabalha.
(Lus. II, 25.)
Mas, se é inconveniente a gritaria dos marinheiros, bem pelo contrario é necessario que o official que commanda a manobra tenha voz sonora e vibrante, que domine o ruido do temporal e incuta coragem nos subordinados. Por isso nos Lusiadas, quando ruge a tempestade e é preciso que não falte accordo, o mestre dá as vozes do commando rijamente e a grandes brados (Lus. VI, 71, 72.)
Quando o seu navio fundeou no porto, começam para o homem do mar dias mais alegres e socegados que os passados na viagem. É então que elle se esquece da vida que levou durante tanto tempo e vae a terra,