Debaixo d'este circulo, que não anda, Outro corre tão leve e tão ligeiro Que não se enxerga: he o mobile primeiro.

(Lus. X, 85.)

Vem depois os dois crystalinos e logo o céu das fixas, entre as quaes o Poeta não se esqueceu de nomear as doze constellações zodiacaes bem como as outras mais notaveis do firmamento:

Est'outro debaixo esmaltado De corpos lisos anda e radiantes, Que tambem n'elle tem curso ordenado E nos seus axes correm scintillantes; se veste e faz ornado Co'o largo cinto d'ouro, que estellantes Animaes doze traz affigurados, Aposentos de Phebo limitados. Por outras partes a pintura as estrellas fulgentes vão fazendo: A Carreta, a Cynosura, Andromeda e seu pae, e o Drago, Cassiopea, Orionte, o Cysne, A Lebre, os Cães, a Nau e a Lyra.

(Lus. X, 87, 88.)

Seguem-se por sua ordem os céus dos sete planetas então conhecidos, contando n'esse numero o Sol:

Debaixo d'este grande firmamento o céo de Saturno; Jupiter faz logo o movimento, E Marte abaixo; O claro olho do céo no quarto assento; E Venus; Mercurio; Com tres rostos debaixo vae Diana.

(Lus. X, 89.)

Em seguida á Lua vem finalmente os quatro elementos:

o fogo e o ar, o vento e a neve Os quaes jazem mais a dentro, E tem co'o mar a terra por assento.