Da terra um braço vem ao mar, que cheio De esforço, nações varias sujeitou, Braço forte de gente sublimada Não menos nos engenhos que na espada;
(Lus. III, 14.)
a de Hespanha:
Eis aqui a nobre Hespanha, Como cabeça da Europa toda; Com Tingintina entesta, e ali parece Que quer fechar o mar Mediterrano, Onde o sabido Estreito se enobrece Co'o extremo trabalho do Thebano; Com nações differentes se engrandece Cercadas com as ondas do Oceano;
(Lus. III, 17, 18.)
e a de Portugal:
Eis aqui, quasi cume da cabeça Da Europa toda, o reino Lusitano, Onde a terra acaba e o mar começa E onde Phebo repousa no Oceano.
(Lus. III, 20.)
Veja-se como em duas palavras se demonstra a importancia do porto de Moçambique:
Esta ilha pequena He em toda esta terra certa escala De todos os que as ondas navegamos De Quiloa, de Mombaça e de Sofala; E por ser necessaria procuramos, Como proprios da terra, de habital-a;