Achou o gurupés, e teve muito trabalho em desvencilhal-o das cordas; estavam seguras, e foram postas em tempo secco. Gilliatt, porém, tirou-as, porque o maçame podia ser-lhe util.

Recolheu igualmente a pequena ancora que ficara pendurada em uma cava do banco onde o mar encalhara.

Achou no que fôra camarote de Tangrouille um pedaço de giz e guardou-o cuidadosamente. Podia ter necessidade de fazer algumas marcas.

Uma celha de couro para incendio e algumas tinas em bom estado completavam a ferramenta de trabalho.

O resto do carvão que havia na Durande foi levado para o armazem.

Em oito dias o salvamento dos destroços estava acabado; o escolho estava limpo, e a Durande alliviada. No casco só restava a machina.

O pedaço da amurada que ainda adheria ao resto não fatigava o casco. Pendia sem peso, pois que era sustentado embaixo por uma saliencia de pedra; demais era largo e vasto, e pesado, e não podia ficar no armazem. Parecia uma jangada aquelle pedaço de madeira. Gilliatt deixou-o onde estava.

Gilliatt profundamente pensativo neste labor, procurou em vão a boneca da Durande. Era uma dessas cousas que a onda tinha levado para sempre, Gillatt para achal-a daria os seus dous braços, se não precisasse tanto delles.

Na entrada do armazem, e fóra, viam-se dous montes de rebutalho, um de ferro, para fundir, outro de páo, para queimar.

Gilliatt trabalhava desde madrugada. Fóra do tempo do somno, não descançava nunca.