Começou a soprar o vento, tepido e vivificante; era o halito vernal de Maio.

Entretanto o sol subia no profundo céo azul; o seu raio menos horisontal ia-se purpureando. A luz fez-se calor. Cingio Gilliatt.

Gilliatt não se mexia. Se respirava, era uma respiração quasi extincta que mal poderia embaciar um espelho.

O sol continuava a sua ascenção cada vez menos obliqua sobre Gilliatt. O vento que era tepido ao principio, tornou-se callido.

Aquelle corpo rigido e nú continuava sem movimento; entretanto a pelle parecia menos livida.

O sol, acercando-se do zenith, cahia a prumo sobre a plataforma da Douvre. Vertia do alto do céo uma prodigalidade de luz; juntava-se a ella a vasta reverberação do mar tranquillo, o rochedo começava a ficar tepido e aquecia o homem.

O peito de Gilliatt levantou-se com um suspiro.

Vivia.

O sol continuava as suas caricias, quasi ardentes. O vento, que já era o vento do meio dia, e o vento de verão, approximava-se de Gilliatt como uma boca, soprando mollemente.

Gilliatt fez um movimento.