Voltou-se outra vez e vio a mesma visão.
Um momento depois, apenas o espaço de um relampago, estava elle no cáes com uma lanterna na mão.
Á velha argola onde se prendia a Durande estava amarrada uma barca trazendo um pouco á ré um vulto massiço donde sahia o cano que ficava em frente á janella. A prôa da barca prolongava-se além do canto da parede da casa e encostada ao cáes.
Não havia ninguem na barca.
A barca tinha uma forma especial, conhecida por todos em Guernesey; era a pança.
Lethierry pulou deutro. Correu á massa que ficava alem do mastro. Era a machina.
Era ella, inteira completa, intacta, sentada sobre o fundo de metal; a caldeira estava com todas as peças; a arvore das rodas estava arranjada e amarrada perto da caldeira; a bomba estava no seu lugar; nada faltava.
Lethierry examinou a machina.
A lanterna e a lua ajudaram-lhe o exame.
Passou em revista todo o machinismo.