E Deruchette sorrio. Gilliatt retribuio-lhe com outro sorriso.
Depois ajudou Deruchette a entrar no escaler. Menos de um quarto de hora depois, o escaler onde iam Ebeneser e Deruchette atracava ao Cashmere.
[V]
A GRANDE TUMBA
Gilliatt seguio pela praia, parou rapidamente em Saint-Pierre Port, depois caminhou para Saint-Sampson ao longo do mar, fugindo aos encontros, evitando as estradas cheias de caminhantes, por culpa delle.
Desde muito tempo, como se sabe, Gilliatt tinha um modo de atravessar a terra em todos os sentidos sem ser visto por ninguem. Conhecia os atalhos, fez para si itinerarios isolados e em zig-zags: tinha o habito feroz do ente que não se julga estimado; andava de longe. Ainda criança, vendo pouco agasalho no rosto dos homens, tomou o costume, que depois tornou-se-lhe instincto, de andar sempre affastado.
Passou a Esplanada, depois a Saleria. De tempos a tempos, voltava-se e olhava para o Cashmere na barra, que lhe ficava por traz; e o Cashmere abria as velas. Havia pouco vento, Gilliatt ia mais depressa que o Cashmere. Gilliatt caminhava nas rochas extremas da praia, com a cabeça baixa. A maré começava a subir.
Em certo momento parou, e voltando as costas para o mar, contemplou durante alguns minutos, além dos rochedos que escondiam a estrada do Valle, uma moita de carvalhos. Eram os carvalhos do lugar chamado Baisses Maisons. Foi alli, debaixo daquellas arvores, que outrora o dedo de Deruchette escreveu o nome de Gilliatt na neve. Havia muito tempo que essa neve estava desfeita.