Gilliatt susteve a barca com o pé, pôz uma das mãos no rochedo, e estendeu a outra ao homem que pulou lestamente na barca. Era um bonito rapaz.
Gilliatt tomou o leme; em dous minutos, a pança chegou á angra da casa mal assombrada.
O moço tinha chapéo redondo e gravata branca. Trazia abotoada até o pescoço a comprida sobrecasaca preta. Tinha cabellos louros, rosto feminino, olhar puro, ar grave.
Entretanto a pança tocou em terra. Gilliatt passou o cabo na argola da amarra, depois voltou-se, e vio a mão do moço que lhe apresentou um soberano de ouro.
Gilliatt repellio docemente a mão.
Houve um silencio. O moço fallou:
—Salvou-me a vida, disse elle.
—Talvez, respondeu Gilliatt.
A pança estava amarrada. Sahiram da barca.
O moço continuou: