[VII]

COMPRADORES NOCTURNOS E VENDEDOR TENEBROSO

Clubin não foi á pousada João, nem na noite de terça-feira, nem na noite de quarta-feira.

Nesta noite, ao escurecer, dous homens entraram pela viella Coutanchez; pararam diante da Jacressarde. Um delles bateu na vidraça. Abrio-se a porta da loja. Entraram ambos. A mulher da perna de páo deu-lhes o sorriso reservado aos burguezes. Havia uma vela sobre uma mesa.

Os dous homens eram effectivamente burguezes.

O homem que tinha batido na vidraça disse:

—Boa noite, mulher. Venho por aquillo.

A mulher da perna de páo sorrio segunda vez e sahio pela porta que dava para o páteo. Minutos depois abrio-se de novo a porta, e appareceu um homem pela fresta, trazendo bonet e blusa, debaixo da qual havia um objecto volumoso. Tinha uns fios de palha nas dobras da blusa e pelos olhos via-se que acabava de acordar.

O homem avançou. Olharam-se todos. O homem da blusa tinha um ar turvado e esperto.