—O senhor é o armeiro? disse elle.

O homem que tinha batido respondeu.

—Sim. O senhor é o Parisiense?

—Chamado Peaurouge. Sim.

—Deixe vêr.

—Aqui está.

O homem tirou debaixo da blusa um instrumento; muito raro na Europa naquella época, um revolver.

O revolver era novo e brilhante. Os dous burguezes examinaram-no. O que pareceu conhecer a casa e a quem o homem da blusa chamou armeiro, fez mover o mecanismo. Entregou depois a arma ao outro burguez, que parecia não ser morador na cidade, e que se conservava com as costas voltadas para a luz.

O armeiro perguntou:

—Quanto custa?