POBRE MENINO!


POBRE MENINO!

I

Em dia fresco e de chuva miuda, viajava eu na estrada de ferro Central.

Vinha de S. Paulo para o Rio de Janeiro em trem que parecia, contra inveterados habitos, dever chegar á hora regulamentar.

A locomotiva como que se aprazia a devorar o espaço—na phrase consagrada—por tempo tão grato que dispensava calor, poeira e grandes atrazos, e o jornadear, calculado por tabella official de paradas certas, inflexiveis, sempre as mesmas, era relativamente agradavel.