E com ameaça:

—Depois não se arrependa...

Sorriu-se zombeteiro o José Bispo.

—Ora, quero ver isto... ha de ser gaiato... Eu me arrepender? Nunca, nunca!

E riu-se devéras, quando a ciganinha, reforçada como era, lhe imprimiu forte empuxão para libertar o braço preso. Nem se mexeu do logar, emquanto ella reconhecia, com intimo terror, que os dedos do portuguez a atanazavam como guante de ferro.

—Não se faça de tola, Gégéca, eu bem sei que você esteve agora mesmo com o Nhôr Grande da esquina...

—Mentira, protestou a rapariga.

—Pois se os vi passeiando juntos até se sumirem debaixo das arvores...

—É verdade, passeei com elle... mais nada... Nhôr Grande não é tão ordinario que abuse de seu talento.

(Entre parenthesis.)