—Um moço bem parecido que veiu pedir um taboleiro cheio de doces... para não sei que viagem.
—Louvado seja! Diga-lhe que são tres mira réis pagos á vista.
—Quaes 3§! objectou a filha. Peça-lhe a mamãe 5§, quando elle voltar.
—E se não vortá?
—Oh! se volta!...
Com effeito voltou e, ao preço exigido de 5§, impetrou licença para offerecer 10§; favor feito a elle. Tomara informações seguras; uma viuva, vivendo honestamente do penoso trabalho com a sua filha, já moça, ambas sem protecção de ninguem—nada mais digno e commovente.
E, se não deitou discurseira, foi por sentir a cabeça que nem um ninho de guaxupés assanhados, debaixo das baterias oculares da ciganinha.
—A moça sabe lêr? atreveu-se elle a perguntar á Gêgéca n’um momento em que estiveram a sós.
—Mal e mal, respondeu ella sempre a sorrir (diabo do sorriso!) arranho... quando a lettra é grande...