Antonio João mandou tocar a reunir e distribuio os seus onze fieis pela palissada. Cada um tinha uma espingarda a Menié, duas clavinas carregadas ao lado e não lhes faltava nem munição, nem valor.
Por todos os lados se abrião campos immensos, campos que já se ião tingindo de vermelho. Erão os paraguayos, cujas blusas côr de sangue vivo maculavão a verdejante relva.
—Estão todos promptos? perguntou Antonio João á sua gente.
—Todos, respondêrão os onze.
—Então amparem-se com Deos, porque ninguem se entrega.
—Ninguem! repetirão os onze.
Era Leonidas no meio dos lacedemonios.
De repente soou o clarim paraguayo.
Um parlamentario se approximava.
A bandeira brasileira desdobrou-se aos ventos do deserto. Parecia ufana de abrigar aquelles doze sublimes insensatos. Losango amarello sobre fundo verde; côres que mandão um sorriso de consôlo ao moribundo, quando elle lhes deita o olhar de adeos no campo da batalha. A corôa imperial como que preparava-se para descer sobre aquellas cabeças, transformada em corôa de gloria.