O kinikináo aceitou a incumbencia e, acolhendo sob sua protecção a familia do mineiro, com ella entrou em Miranda.

A villa estava, como dissemos, entregue á maior anarchia.

Pacalalá comprehendeu logo que não havia tenções de resistir e que toda demora importava augmento de perigo: entretanto, como era preciso armar os seus e as autoridades não distribuião, nem querião distribuir armamento e munições, esperou que os moradores se retirassem.

No dia 8 de Janeiro não havia mais um só habitante, e um deposito immenso de artigos bellicos ficava entregue ao saque dos indios, antes de passar para o poder dos paraguayos.

Eis porque nas mãos de terenos, kinikináos, laianos, guanás, guaycurús, cadiuêos, beaquiéos e outros vião-se excellentes clavinas e muita polvora e bala durante todo o tempo da occupação do districto.

Com a sua gente municiada, Pacalalá dirigio-se então para o porto do Canuto e capitaneando a tribu subio a serra de Maracajú pelo lado o mais ingreme e foi estabelecer acampamento na bellissima chapada que corôa aquellas alturas.

A esse mesmo planalto, mas por caminhos differentes, havião já chegado muitos fugitivos, entretanto como ella era coberta em toda a superficie de mato virgem e vigoroso, diversos nucleos forão se formando, sem que communicassem logo uns com os outros.

Estava-se ahi livre da perseguição paraguaya, mas quanto soffrimento, quanto desespero, para toda aquella infeliz gente sem outro alimento mais do que palmitos, côcos, fructos da mata, mel de abelhas e uma ou outra caça, essa mesma comprada a peso de ouro!...