Quando Juca Ventura lhe poz os olhos em cima, como que virou-se em pedra.

Depois fez um esforço grande sacudindo a tontura, sacou da cintura a pistola e pulou para a frente do outro como uma onça pintada.

A sua boca deu um uivo.

—O emboaba!

Se Chico Luiz, pois era elle, não tivesse a tempo lhe agarrado no braço, era um homem morto.

E ficarão os dous, um olhando para o outro, bons pares de minutos: Juca Ventura com olhos de engolir um christão vivo, Chico Luiz muito senhor de si e de sangue frio.

—Portuga do diabo, gritou Ventura sempre com o braço preso, você sabe quem eu sou?

—Sei, respondeu o emboaba muito sereno, é um soldado brasileiro, não é um matador.

O modo por que estas palavras cahirão da boca de Chico Luiz e o seu proposito fizerão um abalo tão forte no voluntario que elle ficou branco como cêra.