—Sim, retrucou elle, nunca fui assassino, mas agora vou ser...

—Ao menos deixe eu me defender. Na guerra você fazia assim...

—Não; todos vocês hão de morrer como cachorros. Todos... porque cuspirão na minha cara.

—Juca Ventura, você tem o direito de me matar, isso eu reconheço: mas a mais ninguem, ouvio? O unico culpado sou eu.

A cada palavra que Chico Luiz dizia, o tropeiro como que sentia o coração ficar frio. Quiz puchar pelo braço, mas a mão do portuguez se não apertava com força, segurava com firmeza.

—Sim, continuou elle parando a todo instantinho e com os olhos prégados nos do seu inimigo, eu vim até cá ter com você, sem armas, sem um páo sequer, e lhe dizer atire em mim, porque n’esta historia desgraçada ninguem mais póde ser acusado... Agora...

E, de repente soltando o braço de Ventura, apresentou o peito:

—Aqui estou, disse, faça fogo. Execute a sua vingança!

O modo era de quem estava preparado para morrer n’aquelle instante mesmo.

Juca levantou a pistola, mas depois recuou uns passos, como que vexado e murmurando: