—O Sr. Faustino, continuou Julio, acompanhou-me até cá, porque vem contractar uns indios para irem trabalhar na sua fazenda do Rodrigo. É um optimo companheiro para a folia e para o perigo, homem com quem se póde contar.

Quando ao almoço Alberto apresentou Ierecê ao seu amigo e a João Faustino, estes não poderão occultar a admiração que lhes causava a venustade da india.

—É uma bella mulher! murmurou Julio a meia voz. Palavra de honra, Alberto teve faro.

—Você é da aldêa? perguntou Faustino a Ierecê em lingua chané que elle fallava com perfeição.

—Não, respondeo ella, sou de Albuquerque: desde que estou aqui, os paratudos[13] já derão flôr cinco vezes.

Se a india produzio aquella impressão de sorpresa, homenagem inequivoca á sua formosura, por seu turno recebeo um choque immenso. De momento percebeo que aquelles homens vinhão lhe roubar o ente a quem ella prezava n’este mundo só, acima de tudo.

Poz-se attenta a ouvir a conversa, e qualquer duvida ainda possivel, qualquer esperança que podesse affagar, fugio-lhe para logo do espirito.

—Então, Alberto, dizia Julio Freitas, a sua vida tem sido um paraiso....

—Passei bem...