—E para sempre.

Depois tornou-se silenciosa.

Á hora da refeição recusou comer e com a approximação da tarde tornou-se muito agitada. Ia e vinha do corrego para a choupana a passo lento e com o ar de completa distracção. Debalde Alberto procurou gracejar com ella: nem se quer um sorriso melancolico desdobrou-lhe os labios contrahidos. Tinha os olhos seccos e brilhantes.

A noute não lhe trouxe lenitivo: pelo contrario mais augmentou-lhe o desassocego: por vezes sahio para fóra da palhoça e respirou sofrega o ar frio da madrugada.

Havia um luar tristonho de mingoante: o valle estava frôxamente illuminado e ao longe ouvião-se os quero-queros que gritavão nas matas do Aquidauána.

O coração de Ierecê confrangeo-se ainda mais. A certeza de que uma grande desgraça estava imminente sobre a sua cabeça a acabrunhava.

Voltou para a choupana e parou perto da rede em que dormia Alberto.

Ahi ficou por largo tempo perplexa; depois tocou levemente no hombro do moço e acordou-o.

—Então, disse ella, unái[14] vai-se embóra?

Sua voz era tão fraca que mal se ouvia no silencio da noute, e entretanto quanto esforço assim mesmo lhe custára essa pergunta!