Fonseca (com imposição).—Disse e fal-o. É rapaz de resolução... Tambem posso lhe afiançar: sabendo elle que você gosta tanto de poesia, é capaz de garatujar n’um instante resmas de papel, enchendo-as de versos...
Ribeiro (com ar de superioridade compassiva).—Ah! isto fia-se mais fino! E a inspiração?
Fonseca (com resolução).—Queira elle e veremos... Oh! que marido eu lhe dou, Sr. Ribeiro...
Ribeiro.—Aceito-o para a minha filha... caso agrade, condição indispensavel.
Fonseca.—É do que ninguem duvída... Elle entra n’esta casa com o pé direito... Fará a felicidade de todos; a sua, a de sua mulher...
Ribeiro.—Basta que faça a de Isabel... É tudo quanto lhe pediremos.
Fonseca.—Então, ao chegar sua senhora á sala, annuncia-se-lhe logo o acontecimento, não é?
Ribeiro (com alguma pausa).—Sim... sim... mas confesso a você que nunca vi casamento com menos estorvo... Não gosta d’esses em que ha alguma cousa de imprevisto?... Paes a negarem... mães a gritarem... filhas a chorar... noivos audazes...
Fonseca.—Ora, pelo amor de Deos, deixe-se disso... São cousas de outro tempo... Ahi chega D. Rita...