Siqueira.—Com effeito...

Faria.—Mas o que é provavel? É que a moça tenha considerado que ella não nasceo para casar com um rapaz muito rico de versos, mas pobre de dinheiro... Ella poderá deixar-se namorar, namoral-o mesmo, mas casar-se... fia-se mais fino... Isto é o que o simples bom senso mostra...

Siqueira.—Admiro o seu sangue frio. Eu não sou assim... facilmente perco a cabeça. Esta compra de algodão...

Faria.—Ora, deixe-se d’isso. (Com desprezo) Trinta contos!

Siqueira.—Sinceramente...

Faria.—Se você se afflige quando navegamos no mar sereno das probabilidades... que fará quando o vento nos açoutar rijo?...

Siqueira.—Oh! Faria, nem fallar n’isso é bom.

Faria (fechando o album com força e levantando-se).—Pois eu... sou homem para a lucta... e...

(Um criado entra e entrega uma carta a Siqueira.)