Ribeiro.—E depois do que tinhamos conversado... Oh! isto não ha de ficar assim... Desfaço tudo...

Rocha (continuando no mesmo tom).—Por uma questão pequenina de dinheiro! (Com muito desprezo) Oh! indigno metal! tão negro como as entranhas da terra em que vives!

Ribeiro.—Tem razão, tem razão, meu sobrinho e amigo! Ao Faria nunca hei de dar a minha filha...

Alberto (intervindo).—Por certo... É um coração secco...

Rocha.—Um ganhador...

Ribeiro.—Felizmente foi desmascarado... Uma insignificante quantia que perdeu derrubou-lhe o edificio da hypocrisia... Aquella menina devia pertencer a quem a merecesse pela elevação de sentimentos.

Rocha. (com exaltação).—Oh! meu pai (Aperta as mãos de Ribeiro.)

Alberto (admirado).—Mas que é isto?

Rocha (com affectação).—É um quadro de familia... Veja e enterneça-se (Abraça Ribeiro que não lhe mostra boa cara.)