—Cá a espero...
—Naturalmente virá primeiro o Coelho... É boa occasião de pagar a sua divida... Não tenha receio de puxar mais no preço...
—Daqui mesmo pretendo despachar um proprio para me ver livre dessa obrigação...
—Isso mostra que o Sr. é pessoa de brio... Não é como certa gente que conheço...
Ao dizer estas palavras, voltara-se Pereira para Meyer a contemplal-o attentamente.
Estava na verdade o allemão digno de exame, posto ainda de parte outro qualquer motivo que não o de simples curiosidade.
Dormia com as pernas e braços abertos e cahidos para fóra do estreito leito das canastras: tinha o queixo muito levantado pela posição incommoda da cabeça, deixando a boca meio aberta ver uma fieira de magnificos dentes.
—Está roncando, hen? murmurou o mineiro. Cavouqueiro ... a mim você não engana ... mas é o mesmo!
Iam as prevenções de Pereira tomando proporções de idéa fixa, e Meyer, na simplicidade da ignorancia, como que de proposito ministrava elementos para que ellas mais e mais se fossem arraigando.
Assim, ao almoço, lembrou-se de perguntar entre duas enormes colheradas de feijão: