—Ahi vem o Coelho, doutor, exclamou elle olhando para fóra. Chi! como esta amarello!... Ha tempos que o não via ... já parece alma do outro mundo... É do tal em quem falamos... Aperte-o, porque é mofino como tudo...
E, interpellando a quem chegava gritou:
—Bons olhos o vejam!... Se não fosse, amigo Sr. Coelho, ter medico em casa, nunca havéra de vel-o por cá; não é verdade?
—Ora, respondeu o outro com um gemido, ando sempre tão doente. Nem faz gosto viver assim... Mas qu'é delle, o homem?
—Está aqui...
—Já me disseram que faz milagres. Deixou nome para lá das Parnahybas...
Sabia?
—Lá que tivesse deixado nome, não; mas que é cirurgião de patente, tenho certeza, porque, num abrir e fechar de olhos, me pôz de pé uma pessoa cá de casa.
—Se elle me curar ... não sei mesmo como lhe agradecer.
—É pagar-lhe, concluiu Pereira tratando logo de advogar os interesses do hospede.