—Doutor?! exclamou este com despeito.
—Sim, mas doutor que não cura doenças. É allamão, lá da estranja, e vem desde a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro caçando anicetos e picando barboletas...
—Barboletas? interrompeu com admiração Pereira.
—Acui cui![59] Por todo o caminho vem apanhando bichinhos. Olhem ... aquelle sacco que elle traz...
—O meu camarada, avisou com toda a tranquillidade e pausa o naturalista, é muito falador. Os senhores tenham paciencia... Ande, Júque, deixe de tagarellar!...
—Não, protestou Pereira levado de curiosidade, é bom saber com quem se lida... Então o Sr. vem matando anicetos? Mas para que, Virgem Santissima!...
—Para que? retrucou o camarada descansando as mãos na cintura. O patrão e eu já temos mandado mais de dez caixões todos cheinhos lá para as terras delle...
—Depois o paiz fica sem borboletas, respondeu Cyrino num assomo de despeitado patriotismo.
—Mas, como é que o Sr. se chama? perguntou Pereira, voltando-se para o allemão que estava virado para a parede a contemplar um desses grandes e sombrios lepidopteros, da especie dos esphinges.
—Júque, disse elle sem lhe importar a interpellação e acenando para o camarada, depressa ... um alfinete, dos grandes ... dos maiores...