—Pois então? Nem pensar nisso é bom. Deixe tudo por minha conta; vosmecê hade aqui arranjar os seus negocios.
—Já que o senhor o diz... Eu tinha receio de vexal-o. Uma vez que até cá venham doentes...
—Hão de vir, esteja socegado...
—Ficarei, decidiu Cyrino, quanto tempo for do seu agrado.
—Ora, muito que bem, exclamou Pereira esfregando as mãos com sincera satisfacção, estou como quero. Quanto ao Sr. Maia ... Meyer, quero dizer, este ha-de crear raizes nesta casa...
—Isso tambem não: tenho tempo marcado pelo meu governo...
—Bem, bem; mas em todo o caso, fará uma boa temporada comnosco. É pena que o Manecão não chegue, porque apressavamos o casorio, e arranjavamos uma festança como nunca se viu nestes matarrões... Mas estou aqui a dar com a lingua nos dentes, sem pensar que os nossos estomagos ainda esperam sua matula[71]. O almoço não pode tardar; é um pulo só... Se consentem vou ver lá dentro.
Ao dizer estas palavras saiu da sala voltando pouco depois acompanhado de Maria, a velha escrava que trazia a toalha da mesa e a competente cuia de farinha.
—Á mesa! gritou Pereira. Almoço hoje com vosmecês. Sr. Meyer o senhor comerá d'ora em deante commigo e com a menina, lá no interior da casa; ouviu?
E, voltou-se para Cyrino.