Que importa, pois, que sejamos nós ou outros os que definitivamente o sagremos?

O que importa é termos a certeza de que a sua memoria venceu ha muito. De resto, tambem o facto da sua capella, na Lapa, ser modesta, nada representa. Deixemos os grandes mausoleos para os seus brazileiros; estes sim, precisam delles.

Camillo não, pois que é já tão{69} grande,—embora o vejamos ainda crescer, dia a dia, na consciencia publica, que elle, mais a sua memoria surgem bem dali, como da mais exigua brochura da sua obra.

É que é de seu privilegio, como, em geral, de todos os grandes artistas, a mesma ubiquidade milagrosa dos grandes santos.

Tanto maiores são, melhor cabem em toda a parte—ainda nos mais humildes templos...

Ancêde, 1 de outubro de 1917.

[[1]] Vid. «O Romance do Romancista» por Alberto Pimentel.

[[2]] Vid. ob. cit.

[[3]] Obr. cit.

[[4]] O distincto poeta snr. Jaime Cortesão.