O que vale concluir pela necessidade de admittir Shakespeare, tal como nos surge á primeira luz, liquidando a sua aventura dramatica pelo regresso a Stratford, onde parece ter vivido os ultimos cinco annos, longe do theatro das suas maiores façanhas pessoaes, como dos seus dramas—porventura viciento e avaro, como no-lo pintam, distrahido no seu novo papel de rico, e, no entanto, sempre, de alguma forma, lembrado das suas antigas relações e vida de scena, como é positivo e se vê ainda do proprio testamento, em que contemplou dois camaradas.

Assim chegamos, naturalmente, e ainda guiado pela lenda, até á morte do Poeta, na sua terra de origem, afinal tambem a mesma onde, porventura, a seu desejo, foi inhumado e, de direito, é que descanse.

Isto, mau grado as lamentações de Irving, quando, ao visitar o seu tumulo, entre os velhos monumentos da nobreza, que o rodeiam, notava, com mágoa, o seu desenho mais do que modesto!

(Confrontem-se J. Richepin, ob. cit.; Oeuvres dramatiques de William Shakespeare, traduction par Georges Duval; W. Irving; e Garrick.).

[[10]] Vid. Camillo Inédito annotado.

INDICE DAS ILLUSTRAÇÕES

[Retrato de Camillo por Antonio Carneiro]

[Retrato de D. Anna Augusta Placido]

[Ultimo retrato de Camillo feito na «União»]

[Busto de Camillo por Diogo de Macedo]