Infimas creaturas!

Almas assim denunciam esteios molles...

E como odeiam o culto da plastica sensual! Se o não percebem... É o horror dos selvagens pelo Mysterio. Peor do que isso, pois que estes adoram o que não percebem. Ha na natureza ingenua do barbaro instinctos de salvaguarda e cautela para a Belleza desconhecida.

É que a Belleza basta-se, por si se impõe, ponto é encontrar bondade em que se esteie.

O que mal pode é deixar de abrir conflicto com a Biblia burguesa, balizada em dois preceitos: impor ao homem a conquista do pão, á mulher a dos filhos. Uma e outro se juntam, mercê de liturgias que enchem codigos e cartilhas...

Fim primeiro da união, afinal da Vida—a familia, a juncção pelo casamento de gente em que os chefes escravizam corpos e vontades!

Ah! foi o meu erro, rir de taes deveres. Não se foge impunemente da carreira.

Como haviam de ver-me bem as mulheres de ventre cheio,—obesas de divindades, ou fructos de maldição, se eu era o seu avesso?

Ellas deformavam-se pelo goso limitado.

Eu sensualizei toda a Belleza, illustrei a côres novas a Vida, sacrifiquei a dor vulgar de ser mãe á dor suprema de crear pela Arte a segunda alma dos seus fructos.