Deixae-me beijar-vos, oh adolescentes morenos da minha raça,—corpos de sombra e sonho, pelo vosso triumpho!

Reviverá na vossa belleza o meu genio—nos Estados que tereis de crear o meu sonho!

Eu mesma terçarei armas na vossa lucta.

Voltarei, vestida dos vossos corpos de bronze. Sentir-me-eis em vós, como hoje vos sinto em mim!

Mas só resurge quem morre. Entreguemo-nos ao Deus latente em nós, que nos dá na Morte o summo poder.

Por tudo elle a repartiu, como a signalar que em tudo é latente.

O infinitamente grande leva a sua grandeza divina até vestir o infinitamente pequeno.

O infinitamente pequeno é Deus procedendo, transformando. A Morte é o genio divino, tocado da treva, a simular aniquilamento...

É elle a recolher o material disperso, para modelar e animar novos sonhos. É o esboço de novas formas a apparecer.

Bemdigamos o Deus que somos, o Deus que vive em tudo e é Tudo. Amemos a Morte, pois que ella é, definitivamente, Deus.