Dentre o maço de correspondencia, foi extremando as cartas de letra conhecida. Leu-as com vagar e interesse, sobretudo as que vinham de Petersfield, dos antigos companheiros de collegio.

Passou a abrir as revistas, maços de livros, etc. Dentre as cartas desconhecidas tomou uma, ao acaso. Foi ver a assignatura. Leu com extranheza: John Brooke.

A carta dizia:

«Estava hontem em casa quando V. Ex.ª veiu para visitar minha mulher. Fui eu quem prohibiu que fosse recebida. Helen pôs-me ao facto das antigas relações entre V. Ex.ª e ella. Porque me não convem nesta casa, entendi dever dar-lhe parte da minha resolução».

Maria Peregrina leu com attenção a carta. Releu-a, como se quizesse certificar-se da primeira leitura e escreveu por minutos.

Depois chamou:

—Violet!

A inglesa appareceu quasi logo.

—Lê; e estendeu-lhe a carta de Brooke. Ahi tens a explicação da forma porque fui recebida.

Agora vê a resposta, e deu-lhe a folha recem-escripta.