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Em 1900 resolveu sahir de Athenas.
A 28 de novembro recebeu um telegramma de Robert Ross, annunciando que Oscar Wilde se encontrava em Paris, moribundo.
O romancista, depois duma larga tragedia, seguida de peregrinações varias por Napoles, Corsega, Sicilia e Roma, foi fixar-se num modesto Hotel da rua das Bellas-Artes (Hotel d'Alsace), e ahi foi atacado da meningite que pôs ponto nas suas desventuras.
Apenas recebeu o telegramma, Maria Peregrina partiu com Violet. E chegou a Paris quando Wilde entrava na agonia.
Não o abandonou até 3 de dezembro, em que foi com raros amigos acompanhá-lo a Bagneux.
Era uma triste manhã de dezembro.
Á porta do cemiterio desceram a urna os amigos do Artista, conduzindo-o até á modesta sepultura, por entre fileiras de cruzes e arvores nuas de folha. Assim fez aquella travessia boa, decerto para elle a melhor. O tempo calára o vento e a chuva, como por gratidão ao amigo que tanta vez lhe emprestára alma.
Maria Peregrina seguia o grupo, num passo senhoril, mas hesitante, pallida, arrastando sobre a greda um vestido negro cahido em tulipa.
Era ao longe uma figura extranha! Dir-se-ia representar ali a vida do Poeta—misto de genio, perversão, orgulho.