Não vejo a c’roa nevada
Das alvas rosas do ceo.
Em teu seio ardente e nu
Não vejo ondear o veo
Com que o soffrego pudor
Vela os mysterios d’amor.
Teus olhos têem negra a côr,
Côr de noite sem estrêlla;
A chamma é vivaz e é bella,
Mas luz não tem.—Que anjo es tu?