*Jorge*. Pódes e deves.

*Manuel*. Vou decerto.—E até eu preciso de ir a Lisboa: tenho negócio de importancia no Sacramento, no vosso convento novo de freiras abaixo de San'Vicente; necessito fallar com a abbadessa.

*Maria*. Oh meu pae, meu querido pae, levae-me, por quem sois, comvosco. Eu queria ver a tia Joanna de Castro; é o maior gôsto que posso ter n'esta vida. Quero ver aquelle rosto… De mim não se hade tapar…

*Manuel*. E tua mãe?

*Maria*. Minha mãe dá licença, dá. Ella ja está boa… oh, e em vos vendo fica boa de todo, e eu vou.

*Manuel*. E os ares maus de Lisboa?

*Jorge*. Isso ja acabou de todo: nem signal de peste.—Mas emfim a prudencia…

*Maria*. A mim não se me péga nada.—Meu querido pae, vamos, vamos.

*Manuel*. Veremos o que diz tua mãe, e como ella está.

SCENA V