*Romeiro*. Ah!… E eu tam cego que ja tomava para mim!…—Ceu e inferno! abra-se ésta porta…(investe para a porta com impeto; mas pára derepente) Não: o que é ditto, é ditto. (Vai precipitadamente á corda da sineta, toca com violencia; apparece o mesmo irmão converso, e a um signal do romeiro ambos desapparecem pela porta da esquerda.)

SCENA VII

TELMO, MAGDALENA; depois JORGE e MANUEL DE SOUSA

*Magdalena*, ainda de fóra. Jorge, meu irmão, Frei Jorge, vós estaes ahi, que eu bem sei; abri-me por charidade, deixae-me, dizer uma unica palavra a meu… a vosso irmão:—e não vos importuno mais, e farei tudo o que de mim quereis, e… (Ouve-se do mesmo lado ruido de passos appressados, e logo a voz de Frei Jorge.)

*Jorge*, de fóra. Telmo, Telmo, abri se podeis… abri ja.

*Telmo*, abrindo a porta. Aqui estou eu so.

*Magdalena*, entrando desgrenhada e fóra de si, procurando, com os olhos, todos os recantos da casa. Estaveis aqui so, Telmo! E elle para onde foi?

*Telmo*. Elle quem, senhora?

*Jorge*, vindo á frente. Telmo estava aqui aguardando por mim, e com ordem de não abrir a ninguem em quanto eu não viesse.

*Magdalena*. Aqui havia duas vozes que fallavam: distinctamente as ouvi.