*Magdalena*. Mais do que convem.
*Telmo*. Ás vezes.
*Magdalena*. É preciso moderá-la.
*Telmo*. É o que eu faço.
*Magdalena*. Não lhe dizer…
*Telmo*. Não lhe digo nada que não possa, que não deva saber uma donzella honesta e digna de melhor… de melhor.
*Magdalena*. Melhor quê?
*Telmo*. De nascer em melhor estado.—Quizestes ouvi-lo… está ditto.
*Magdalena*. Oh Telmo! Deus te perdoe o mal que me fazes. (Desata a chorar.)
*Telmo*, ajoelhando e beijando-lhe a mão. Senhora… senhora D. Magdalena, minha ama, minha senhora… castigae-me… mandae-me ja castigar, mandae-me cortar ésta lingua pêrra que não toma insino.—Oh senhora, senhora!… é vossa filha, é a filha do senhor Manuel de Sousa-Coutinho, fidalgo de tanto primor, e de tam boa linhagem como os que se teem por melhores n'este reino, em toda Hespanha… A senhora D. Maria… a minha querida D. Maria é sangue de Vilhenas e de Sousas; não precisa mais nada, mais nada, minha senhora, para ser… para ser…