No mais alto o sol ardia
E a terra toda abrasava,
Na tôrre uma voz se ouvia,
(E é ésta a primeira vez)
Era uma voz que pedia,
Que supplicava piedade:
—‘Uma sêde, uma só d’agua,
Uma só por compaixão,
Que me abraso n’esta fragua,
Que me estalla o coração.’