Nos braços de Dom João.


IV
O ANJO E A PRINCEZA

O célebre êrro commettido pelos Settenta na traducção do v. 2 do cap. VI do GENESIS deu um poema inteiro a Thomaz Moore, ‘Os Amores dos Anjos—The Loves of the Angels’ E d’este partiu o pallido reflexo da ‘Chute d’un Ange’ que apenas animam as bellas pinturas de paizagem feitas do vivo e natural, e como de mão que as copiou nos proprios sitios: em tudo o mais o poema de Lamartine é inferior ao do Anacreonte d’Irlanda.

Hoje lêmos na Vulgata:—‘Videntes filii Dei filias hominum quod essent pulchrae, acceperunt sibi uxores ex omnibus quas elegerant.

O Padre Antonio Pereira verteu:—‘Vendo os filhos de Deus, que as filhas dos homens eram fermosas, tomárão por suas mulheres as que d’entrellas lhes agradárão mais.’