Não duvido suppor que talvez de Glasgow ou de Aberdeen trouxessem os nossos mareantes ésta historia, e de Vianna ou do Porto se internasse pelo Minho onde ella é mais vulgar. Não lh’o pagariamos so em vinho e frutta aos nossos amigos do norte, porque em mercadorias d’aquelle mesmo genero para lá temos exportado bastante.

A forma métrica é a do romance de Sancta Iria. O texto foi restituido com difficuldade, porque ésta fórma se presta ainda mais á corrupção do que a outra, desafiando o prolifico talento dos nossos trovadores de aldea a bordar seus pretenciosos floripondios sôbre a singela telagarsa do original.

Vão por ementa, appontadas algumas variantes menos absurdas.

O CEGO

—‘Abre a porta, Anna, abre de mansinho[127],

Que venho ferido, morto do caminho.’

—‘Se vindes ferido, pobre coitadinho!

Ireis muito embora por outro caminho.’

—‘Ai! abre-me a porta, abre de mansinho,