De tanto não somos capazes nós.
E por isso admirâmos tanto.
E perdoâmos tanto.
E esquecêmos tanto.
Mas amar tanto, não sabemos: verdade, verdade…
Amâmos melhor; sim, isso sim: tanto não.
O mancebo permanecia em deliquio. Fr. Diniz e a velha rezavam. Georgina e Joanninha—ja vereis que era Joanninha—olharam uma para a outra, coraram e ficaram suspensas. A ingleza extendeu a mão á amavel criança, estremeceu involuntariamente, mas disse-lhe com firmeza:
—'O ditto ditto, Joanninha! Eu ja o não amo; prometto.'
—'Eu amo-o cada vez mais, Georgina: elle é tam infeliz!'
—'Juras-me tu de o não deixar, de velar por elle sempre, de o defender de si mesmo que é o peior inimigo que tem?'