—'Os olhos, os olhos…' disse eu pensando ja alto, e todo no meu extasi, 'os olhos… pretos.'

—'Pois eram verdes!'

—'Verdes os olhos… d'ella, do vulto da janella?'

—'Verdes como duas esmeraldas orientaes, transparentes, brilhantes, sem preço.'

—'Quê! pois realmente?.. É gracejo isso, ou realmente ha alli uma mulher, bonita, e?..'

—'Alli não ha ninguem—ninguem que se nomeie hoje, mas houve… oh! houve um anjo, um anjo, que deve de estar no ceo.'

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—'Bem dizia eu que aquella janella…'

—'É a janella dos rouxinoes.'

—'Que lá estão a cantar.'