—'Quaes homens?'

—'Esses inimigos do altar e da verdade, esses homens desvairados pelas speciosas doutrinas do seculo. Esperam muito, promettem muito, estão em todo o vigor das suas illusões. E nós, nós carregâmos com o desingano de muitos seculos, com os peccados de trinta gerações que passaram, e com a inaudita corrupção da presente… nós havemos de succumbir. Os templos hãode ser destruidos, os seus ministros proscriptos, o nome de Deus blasphemado á vontade n'esta terra malditta.'

—'Pois tam perdidos, tam abandonados da mão de Deus são elles todos… todos?'

—'Todos. E que cuida, irman? que são melhores os nossos, esses que se dizem nossos? que ha mais fé na sua crença, mais verdade em sua religião? Oh sancto Deus!'

—'Faz-me tremer, padre!'

—'E para tremer é. A impiedade e a cubiça entraram em todos os corações. Duvidar é o unico princípio, inriquecer o unico objecto de toda essa gente. Liberaes e realistas, nenhum tem fé: os liberaes ainda teem esperança; não lhe hade durar muito. Deixem-n'os vencer e verão.'

—'E hãode vencer elles?'

—'Decerto.'

—'Ninguem mais diz isso.'

—'Digo-o eu.'