—'Que é feito d'elle padre? Oh! diga-m'o, e eu prometto…'
—'Não prometta senão o que póde cumprir. Seu neto está com esses desgraçados que vieram das ilhas, é dos que desimbarcaram no Porto…'
—'Oh filho da minha alma! que não tórno a abraçar-te…'
—'Não decerto; vencedores ou vencidos, toda a communhão, toda a possibilidade de união acabou entre nós e estes homens. Nós temos obrigação de os destruir, elles o seu unico desejo é exterminar-nos.'
—'Meu Deus meu Deus! pois a isto somos chegados! Pois ja não ha misericordia no ceo nem na terra!'
—'A misericordia de Deus cansou-se; a da terra não sei onde está nem onde esteve nunca. Os fracos dão sacrilegamente esse nome á sua relaxação.'
—'Pois é relaxação desejar a paz, querer a união, supplicar a indulgencia? Não nos manda Deus perdoar as nossas dividas, amar os nossos inimigos?'
—'Os nossos sim, os d'Elle não.'
—'Tende compaixão de mim, Senhor!'
—'Se as suas afflicções são as da carne e do sangue, se são pensamentos da terra como desgraçadamente vejo que são, mulher fraca e de pouco ânimo, console-se, que para mim é claro e seguro que estes homens hãode vencer.'