—'Deus seja n'esta casa!'
—'Amen!' responderam ambas machinalmente, com um estremeção involuntario; e voltando derepente a cara para o lado d'onde vinha a voz.
—'Jesus!' disse depois a velha tornando a si, 'Padre Fr. Diniz, de d'onde vem tam tarde?'
—'Chego de Lisboa.'
—'De Lisboa? Deus lh'o pague!… Foi saber?..'
—'Fui, fui saber novas d'esta horrivel guerra, d'esta tremenda visitação do Senhor á condemnada terra de Portugal…'
—'E então, diga'…
—'Boas novas, boas novas trago!'
—'Sente-se, padre, sente-se. Joanninha, chega uma cadeira: descanse.'
—'Não é tempo de descansar este, mas de vigiar e de orar.'