Antes da profissão, pediu Maria Thereza á rainha, que fizesse chegar ás mãos de Pero da Covilhan a seguinte carta, da qual foi, com effeito, portador o P. Francisco Alvarez:
Pero da Covilhan
Sois um benemerito, Deus, que é remunerador, hade recompensar os vossos sacrificios.
Vou ámanhã professar. Vou ser clarista no mosteiro da Madre de Deus, fundado em Xabregas pela nossa Santa Rainha a Senhora D. Leonor. Na minha clausura, onde espéro servir melhor a[{239}] Deus, do que se ficára no mundo, lembrar-me-hei sempre de vós nas minhas orações, e o Eterno Páe, a quem nada póde esconder-se, attender-me-ha, por ver a intenção pura, com que lh'as dirijo.
Elle vos acompanhe sempre!
Adeus.
Maria Thereza.
Perto da sua querida pupilla residia a rainha no seu palacio em Xabregas, onde entregou a sua alma ao Creador; e no claustro do mosteiro, á porta da casa do capitulo, foram cobertos seus venerandissimos restos por uma singela lapide, na qual se lia unicamente;
AQUI ESTÁ A RAINHA D. LEONOR.
Que mais era preciso, para não esquecer o nome, de quem foi, toda a sua vida, exemplar inestimavel das mais peregrinas virtudes?!