O DROPP.
Aranha de pau de pinho
Caranguejola, que és?
És o dropp; ora o dropp,
É uma cousa (diz Pop)
Sem ter cabeça nem pés.
Visto isso; temos dropp;
Ninguem tenha á barra medo.
A asneira não é tão calva;
A gente sempre se salva;
De que modo? isso é segredo,
Os praguentos já resmungam
Contra aquelle immenso trem;
Dizem que é força acabar,
Não só nas furias do mar
Mas nas do dropp tambem.
Este dropp é um segredo,
As finanças um mysterio.
Vêdes n'aquella gaiola,
Uma parva cabriola,
Imagem do ministerio?
Navegantes! acautelem-se!
Em posição desastrada
Empreguem maior cuidado
Que lhe não venha ao costado
Uma tremenda caibrada.
Aquelles paus são synistros
Como o cavallo de Troya;
Tudo aquillo é muito serio;
Tem não sei que de funereo
Dos carroçoens do Lagoia!
Tanta tabua consummida
Nessa funeraria asneira!..
Não 'stava ahi um sujeito
Com tanto dropp já feito,
Manoel José d'Oliveira?
Economia
! sarcasmo
Deste ministerio-dropp,
Que cravou no calcanhar
A espora que faz andar
As finanças a galope!
Sou de voto que se dê
Ao dropp um uso real:
--Seja a estufa, com recatos,
P'ra guardar os cinco catos
Do ministerio actual.