XII


Emquanto eu andava viajando, a minha

Noiva gentil, o meu thesouro amado,
Julgando que eu tardava e que não vinha,
Fez á pressa o vestido de noivado,
E um dia, ao pé do altar, entrega anciosa
A um fôfo peralvilho a mão de esposa.

Nada no mundo a minha amada eguala;

Nem eu sei a que a possa comparar!
Que doce é o aroma que o seu labio exhala!
Que gesto lindo! e que formoso olhar!
Suspende a queixa, coração trahido,
Deixaste o céu, do céu fôste banido!