XIX
Na tua face ardente e avelludada
Encandeia-se a luz do quente Estio,
Mas no teu coração, ó minha amada,
Habita o Inverno enregelado e frio.
Mas quem assim te vê bella e formosa,
Verá mais tarde o Inverno tôrvo e feio
Nessa tua gentil face mimosa,
E o rubro Estio no teu branco seio!